quinta-feira, 22 de julho de 2010

longa animado de The Goon

Assista às primeiras cenas do longa animado de The Goon. Esta matéria foi divulgada no site Omelete.

Veja o trailer no link: http://www.omelete.com.br/cinema/assista-primeiras-cenas-do-longa-animado-de-goon/

Outros links sobre The Goon: http://www.darkhorse.com/Zones/Goon , http://www.thegoon.com/index.php

Stan Lee e novos personagens














O quadrinista Stan Lee - que criou, entre outros, os super-heróis Homem-Aranha, X-Men, Hulk e Homem de Ferro - apresentou três novos personagens na feira de cultura pop Comic-Con, nos Estados Unidos. Revelados à imprensa nesta quarta-feira (22), os recém-chegados integrantes ao universo dos quadrinhos são Soldier Zero, The Traveller e Starborn.

Soldier Zero é um professor de astronomia cadeirante que, após um estranho acidente, se vê equipado com uma arma de guerra alienígena. O roteiro da HQ será escrito por Paul Cornell e o desenhista será o mesmo de "Superman", Javier Pina.

Já The Traveller traz um misterioso homem com poderes de viajar no tempo e lutar contra assassinos do futuro. O roteirista será Mark Waid e o desenhista, Chad Hardin, de "Amazing Spider-Man".

Por fim, Starborn conta a história de um "cara comum", mas herdeiro de um império intergalático que o põe em meio a uma guerra entre cinco raças de ETs. Sua HQ será roteirizada por Chris Roberson e a arte ficará a cargo de Khary Randolph, de "The X-Men".

Dos três heróis, um já tem data para chegar às lojas. A primeira edição da HQ "Soldier Zero" chega às livrarias dos EUA em outubro.

Link da matéria: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/07/criador-de-homem-aranha-revela-tres-novos-herois-na-comic-con.html

Bob Esponja e suas origens


Stephen Hillenburg está no Brasil para participar do festival Anima Mundi.
E conta: Siriguejo da 'vida real' foi seu chefe em restaurante de frutos do mar.


Stephen Hillenburg tem a vida que pediu a Netuno. É biólogo marinho, gosta de mergulhar, mas é como produtor-executivo do desenho animado que inventou, sobre uma improvável esponja do mar, que ele ganha o peixe de cada dia. No Brasil para participar do festival Anima Mundi, o animador norte-americano falou sobre Bob Esponja, Patrick, Senhor Sirigueijo e como eles são reflexo do que viveu, viu e presenciou no passado.

"Bob Esponja é um ingênuo. É o arquétipo do personagem que esteve por aí sempre, ou seja, o personagem que se comporta como uma criança. Eu gosto de personagens como os de 'O Gordo e o Magro'. São sempre personagens infantis, num mundo de adultos."

Hillenburg conta que, quando começou o desenho, já imaginava que não ficaria restrito a um só público, mirando baixinhos e altinhos. "Nós apenas tentamos rir enquanto escrevíamos as histórias. E depois olhávamos para saber se era apropriado para as crianças. E eu acho que grande parte do humor vem da personalidade [dos personagens]. São apenas personagens engraçados fazendo coisas bobas."

O animador, que disse que mergulhar foi a inspiração inicial para ser um biólogo marinho, se revelou surpreso com a recepção de seu personagem. "É chocante, nunca imaginei nada disso. Pensei que talvez tivesse uma temporada e aí seria cancelado. E na verdade seria tudo bem. Sabe, eu queria tentar fazer algo que eu queria fazer, e não algo que uma outra pessoa gostaria de fazer. E pensar que o desenho é ainda exibido dez anos depois... honestamente, eu nunca imaginei isso. Eu sempre disse, sabe, é um desenho sobre uma esponja [risos]. Não tem como você imaginar que isso seria um sucesso, né? É uma surpresa e muito recompensadora."

O americano lembrou que foi um desenho que o fez mudar de carreira e abandonar o magistério para seguir a carreira artística. "Eu trabalhei como professor de Biologia, e desenhando, até que fui a um festival como esse [Anima Mundi], nos anos 1980 e deu um clique na minha cabeça. Foi isso que me inspirou a voltar à faculdade. Eu estava querendo fazer [um curso de] pintura, mas decidi pela animação depois de ver um filme de animação."

'Ingênuo não, burro'
O americano disse que, a partir de Bob Esponja, conseguiu desenhar os demais personagens que participam das ações na Fenda do Biquíni. "Seu amigo Patrick não é ingênuo, mas burro. Os dois juntos são perigosos porque ambos acham que são gênios. Bob Esponja nunca percebe o quanto burro eles são, Patrick acha que Bob é o melhor cara."

Já o senhor Sirigueijo, chefe do Calça Quadrada na lanchonete, tem uma história mais íntima: foi inspirado num chefe que Hillenburg conheceu quando trabalhou num restaurante... de frutos do mar. "Eu era da Costa Oeste americana, ele era da Costa Leste. Ele tinha um sotaque totalmente diferente. Para mim, era como um pirata, o jeito que ele falava. Foi realmente uma inspiração para o senhor Sirigueijo. Eu não acho que o senhor Sirigueijo seja mal, ele é um grosso."

E será que o Brasil, com um litoral tão grande não traria um novo personagem para o desenho?
"Eu tenho certeza que vocês têm esponjas, estrelas-do-mar e caranguejos. Vocês já têm personagens em 'Bob Esponja'. Os animais marinhos são globais." E deixa em suspenso, elogiando a beleza do Rio: "Eu adoro viajar e ver os animais locais. É fascinante porque não os temos em casa. E é sempre inspiração. Sempre. A inspiração vem de tudo o que eu vejo."

Link da matéria: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/07/pai-do-bob-esponja-revela-origens-dos-personagens-do-desenho-ao-g1.html

AnimaMundi 2010

Será realizado de 16 a 25 de julho no Rio de Janeiro e de 28 de julho a 1° de agosto em São Paulo

O 17° Festival Internacional de Animação do Brasil (Anima Mundi) - hoje, um dos três maiores eventos do setor no mundo - acontece de 16 a 25 de julho no Rio de Janeiro e de 28 de julho a 1° de agosto em São Paulo. O festival completa 18 anos comemorando a expansão do mercado brasileiro de animação. Este ano, foram mais de 300 inscrições de filmes brasileiros.

Para esta edição, os diretores receberam mais de 1500 inscrições e selecionaram 452 filmes de vários países, como França, Alemanha, Austrália, Israel, Polônia, Argentina, Taiwan, Letônia, Coréia do Sul, Finlândia, Rússia, Singapura e China, além da estreante República da Macedônia.

Na última segunda-feira, 12 de julho, na Praça do Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, aconteceu a cerimônia de abertura do evento, ao qual compareceu o secretário do Audiovisual, Newton Cannito, representando o Ministério da Cultura.

Responsável direto por toda esta revolução na área, o Anima Mundi - criado em 1993 pelos animadores Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães - deixou de ser apenas uma vitrine de exibição de curtas e longas-metragens para se tornar uma plataforma de difusão, debate e fomento ao setor no país.

Um dos três maiores eventos de animação do mundo e o maior do hemisfério sul, o Anima Mundi já exibiu 5.927 filmes e levou quase um milhão de espectadores às salas de cinema, oficinas, debates e workshops que promoveu. O evento tem apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Petrobras.

Informações e a programação completa no site www.animamundi.com.br.

(Narla Aguiar, Ascom SAv/MinC)

Link da matéria: http://www.cultura.gov.br/site/2010/07/13/animamundi-2/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A GRAÇA DA MÚSICA EM ANIMAÇÃO

Para a minha geração, bem como a de meu pai e a de meu filho, os seriados de animação da televisão (ou das matinés de cinema, no caso de meu pai) são responsáveis por uma parte importante das memórias musicais da infância. Para meu pai, era a música que acompanhava cada passo das loucas perseguições protagonizadas por Tom e Jerry, (quando comecei a estudar o assunto, vi que os antigos cartoons da Metro, Disney e Warner são verdadeiros modelos de composição musical para cinema, através de uma técnica que veio a ser conhecida como mickeymousing). A música destas séries misturava composições originais com trechos de canções populares e de musica erudita (que muitas vezes incluía o repertório de opera – talvez você se lembre do Pernalonga alisando a careca de Hortelino ao som da abertura d’O Barbeiro de Sevilha). Eu, além de apreciar o mesmo repertório cartunesco de meu pai (que a TV, felizmente, não parou de reprisar), adorava a música de abertura de alguns dos primeiros animes que chegaram ao Brasil: Sawamu e Speed Racer (ouvindo-as hoje, parece-me que estas são muito inferiores à música da época de ouro da Warner – apesar dos evidentes méritos de refrões grudentos como “go speed racer go” e “ele se chamava o demolidor”).

Quanto a meu filho, basta dizer que uma das nossas brincadeiras musicais favoritas consiste em ele reconhecer de onde vem um trecho melódico que eu cantarolo, e freqüentemente são trechos advindos de séries de animação - como a canção de abertura d’ “Os Backyardigans”, animação em 3D veiculada no Brasil pelo canal a cabo Discovery Kids. Esta série canadense, aliás, tem uma direção musical muito inteligente, que aproxima-se de gêneros como o teatro musical (como “Cats”) e conseqüentemente do musical de cinema (como “Cantando na chuva”): a cada episódio, os personagens interpretam um repertório de canções criadas especialmente, sempre dentro de um estilo ou movimento da música popular. Assim, temos episódios em que a música é composta exclusivamente por bossa nova, ou por reggae, ou por disco, ou rock independente, ou polca, e assim por diante. Além disso, a música é bem gravada e muito bem arranjada. Se por um lado realizar a música da série deve ser um tremendo trabalho de produção, o 3D em si não é complexo: os cenários são despojados e repetidos, raramente aparecem personagens novos (os Backyardigans quase sempre aparecem em amplos cenários vazios, como desertos) e os personagens são todos desenhados de maneira a simplificar o lip sync (com bicos, por exemplo). A série tem muitos méritos, mas os Backyardigans, pelo menos para o meu senso de humor, não são exatamente hilariantes musicalmente. Há, no seriado, relativamente poucas piadas musicais, apesar de a música, volto a dizer, soar muito bem e ser muito criativa.

Piadas musicais funcionam muito bem em outros casos de animação direcionada ao publico infantil, mas é claro que não podemos generalizar e imaginar que toda a animação para crianças deva ter músicas engraçadas ou sequer ser engraçada o tempo todo; não podemos esquecer do tom mais épico da animação japonesa e nem dos Grandes Momentos Trágicos da Animação, como as mortes de Mufasa e da mãe do Bambi e todos os episódios da versão em anime do Pinóquio, que, tenho certeza, contribuiu para traumatizar milhares de crianças.
De qualquer maneira, eu sempre me interessei pelo humor na música: eu sou fã de “palhaçadas musicais” como as protagonizadas por Frank Zappa, Devo e Mutantes, e talvez uma das minhas coisas preferidas de todos os tempos seja os Muppets em Mahna Mahna (se você não tem a menor idéia do que é isso, não perca em http://www.youtube.com/watch?v=gRRFfg2Guq4). Como tenho colaborado com espetáculos de teatro infantil, faz parte de meu trabalho encontrar um jeito de fazer graça com música. Sempre me pergunto se é possível sequer se falar de uma piada musical. E se piadas musicais são possíveis, como será que elas funcionam?

Uma pista pode vir do que já foi chamado por um musicólogo como funções primárias e secundárias da música. Peço perdão pelo uso de termos pomposos, mas veremos que a idéia é muito simples: trata-se simplesmente de tirar uma música do seu contexto original. É uma maneira comum de obter um resultado engraçado, mas obviamente a piada funciona melhor quando a platéia compreende a sobreposição de significados, ou em outras palavras, percebe a diferença entre o contexto original e o novo. A platéia simplesmente deve conhecer qual foi a função primária para captar a intenção cômica da utilização secundária (é fácil generalizar esse conceito e perceber que ele também atua na expressão de uma ironia ou do sarcasmo).

É o caso do recente “Monstros versus Alienígenas”, do estúdio Dreamworks, em sua utilização das célebres 5 notas criadas por John Williams para “Contatos imediatos do terceiro grau”, dirigido por Steven Spielberg. Pule o parágrafo abaixo se você não gosta de spoilers.

É um dos pontos altos do filme, pelo menos em termos de comicidade. Alienígenas estão invadindo a Terra. Um artefato gigantesco pousa em uma região erma dos Estados Unidos. O presidente do país, uma mistura de Ronaldo Esper com George Bush resolve tomar a dianteira da situação, e, operando um teclado Yamaha DX7, tenta comunicar-se com os visitantes através da música. Ele escolhe a melodia de “Contatos”, com resultado pífio. O silêncio da nave visitante prenuncia o pior. O presidente, sentindo que precisa levar sua performance a níveis mais ambiciosos, lembra-se de outro tema musical do cinema e, em meio a uma engraçadíssima performance de dança, toca o tema de “Tira da pesada” no teclado. Aí é que os aliens ficam descontrolados de verdade, e o ataque começa.
Este é um bom exemplo de piada musical que só funciona se conhecermos a função primária da música. Muitos dos que assistiram os três filmes sabem que as duas melodias tinham caráter completamente diferente em suas utilizações iniciais: misterioso, quase místico em “Contatos” e urbano e descolado em “Tira”.

Sabe-se que Carl Stalling, o compositor dos Looney Tunes da Warner fazia piadas através do uso intenso de canções populares dos anos 40, até porque a própria Warner era detentora de direitos de publicação de centenas de canções da época. Esse repertório dificilmente está presente na memória do espectador brasileiro da atualidade, e o resultado é que muitas das intenções cômicas de Stalling provavelmente se perdem. Certamente o mesmo vai acontecer com o espectador de “MvA” de 2069.

Mas há outro tipo de humor musical, e se você assistir o vídeo do YouTube recomendado acima, vai entender do que estou falando. Ali também há referências (a cada intervenção do monstrinho), mas você pode não reconhecer nenhuma delas e ainda assim dar risada com o vídeo. Nesse caso, somos tentados a afirmar que há algo intrinsecamente engraçado à música. Ao menos, deve haver algo puramente musical que colabora com um roteiro e personagens que por si sós já são muito engraçados. Para tentar explicar o humor de “Mahna mahna” talvez precisemos procurar uma compreensão mais universal da música, que conta não com o nosso conhecimento prévio desta ou daquela melodia, mas com o funcionamento próprio do tempo musical, suas típicas inflexões, desenvolvimentos e resoluções. Nesse ponto abrem-se questões muito complexas da significação musical, que eu deixo, por enquanto, para eruditos do assunto.

GUILHERME MAXIMIANO
, músico, consultor em gestão, é professor do curso de produção musical da Anhembi Morumbi. Administrador pela FEA (USP), especialista em música pelo IMT (SP), é mestre em música pela ECA (USP). Desde 1998 realiza programas de treinamento em empresas, e desde 2001 desenvolve trilhas sonoras para peças de teatro e propaganda. Ministra ainda oficinas de música para atores, educadores e estudantes.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Carlos Saldanha fará desenho sobre Rio de Janeiro.

O brasileiro Carlos Saldanha, criador do sucesso "A Era do Gelo", prepara para 2011 o lançamento de "Rio", que narra as aventuras cariocas de um papagaio de Minnesota.
"Sem dúvida é o projeto que me absorve mais no momento porque é algo muito pessoal, tem muito do lugar de onde venho", disse Saldanha, 41 anos, na sede dos estúdios Fox em Los Angeles.

Com as vozes confirmadas de Anne Hathaway, Neil Patrick Harris e Rodrigo Santoro, o projeto é desenvolvido por Saldanha com a mesma equipe que produziu os desenhos "A Era do Gelo", em 2002, e suas sequências, em 2006 e 2009. Os três filmes já faturaram mais de 1,9 bilhão de dólares no planeta.

"Rio é uma ideia minha que, por coincidência, chega no momento em que a cidade tem muito que comemorar, é muito bom", disse Saldanha, em referência à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

O filme contará a história de um papagaio que deixa sua cômoda gaiola em uma cidade de Minnesota para viajar ao Rio de Janeiro, onde acontece toda a ação.

A cargo da Blue Sky Studios, a produtora de Saldanha em Nova York, Rio será distribuído pela 20th Century Fox a partir de abril de 2011.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma foi premiado em Cannes

Osmar, A Primeira Fatia do Pão de Forma, dirigido pelo por Alê McHaddo foi premiado em Cannes, no Festival MIP Junior (Mercado Internacional de Programação Infantil), um importante evento de produções infanto-juvenis.
Parabéns por este grande prêmio.


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